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                COTIDIANO
 
Nossas mãos não se
tocam
Nosso olhar fugidio nos
trai
Ele só reflete nossa
indiferença
Os anjos reluzentes que nos
mostram
Seus sorrisos
alvos
Nos arrastam no
engano
 
Nosso olhar é
opaco
Não penetra, não
divisa
O escárnio com que nos
fitam
Não são anjos de
verdade
Apenas demônios que ocultam
Sua unhas negras e
sujas
Enquanto cravam-nas em algum
incauto
Que perece em sua
tolice
 
Em nosso peito
moderno
Onde tudo é normal e
comum
Não pulsa mais tu, o
insensato coração?
Pois o que ali trazemos não é
senão pedra
O frio cortante a tocar as
almas que fenecem
Não nos pode
atingir
 
Pois que vagamos como zumbis
Que se arrastam vivos nesse
lamaçal
Sem alma, à espera de algum
fogo redentor..
 
J.
Sollo
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One Comment

  1. Lindo poema! O frio da solidão, cogela a alma e o coração.Mas as asas de um anjo, pode aquecer-lo, até e chegada da redenção. Só você Jorge meu poeta iluminado!!!


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