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Enxergo a bruma dos teus dias
As nuvens que cobrem tua tarde fria
E o nublado não te deixa ver, que pena!
o belo ocaso que um astro preparou pra ti

De braços tão abertos morreu "O Mestre"
E de ti quanta indiferença, teu olho vidrado não vê
Do teu riso nem uma gota refresca meu jardim
E fazer leve teu semblante, meu maior desejo

Sonho pra ti a redenção como benção sobre teus dias
Pois se vale viver nessa insensatez, que eu aprenda
Como rádio quebrado  não sintonizo esse tempo de quimeras
Onde o importante não é o pensamento, ou a mão que abençoa

Mas tão somente a mácula das chagas que teu coração não olvidou.

J. Sollo
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