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Avareza, dizem os escritos: apego excessivo ao dinheiro, apego esse que gera necessidade mórbida de tantas outras coisas. Uma posição social que se faz de tudo para manter, nada mais que pura avareza. Quantos foram e serão entregues à própria sorte, pela vaidade de uma posição privilegiada.  a palavra privilégio já diz: exclusão de outros.

              Hoje a exclusão social dir-se-ia uma das grandes mazelas  da humanidade, só que  o mundo e digo todo ele sempre foi dividido assim, não importa a denominação que lhe dermos. Pessoas que ficam no topo tem o desejo ou  a necessidade daquelas que permanecem à margem de tudo, pois as primeiros sem ter a quem ostentar de nada lhes serviria acumular tanto.

              Temos, é sórdido dizer isso, necessidade de nos alimentarmos dos Miseráveis a mendigar nosso pão, nosso amor, nossa compreensão. Fruto de nosso ego  indomável  e indelével de uma sociedade que apenas consome e some. Os valores éticos, a razão, o altruísmo e outros tantos que se os cultivasse-mos alcançaríamos verdadeiramente o que nosso olhos não divisam, nos levariam às alturas e não através de naves espaciais ultra modernas, mas poderosamente através de nossa mente.

                Vivemos no século da auto-ajuda, centenas de livros se escrevem todos os dias sobre isso, é porque compreensivelmente desejamos uma vida melhor, com mais plenitude de bens e sentimentos. Mas quantas vezes em nossa distraida leitura não menosprezamos um irmão que nos pede humildemente um pouco de nosso pão. Nos fechamos em caixs herméticas onde nada nem ninguém pode entrar, vivemos vidas de faz de conta, miseraveis somos que não percebemos a efemeridade de nossa existência. "Há homens nascidos para possuir e que sabem vivificar tudo o que possuem" (Ralph Waldo Emerson).

                Concluo esse pequeno comentário não dando a solução nem o termometro para medirmos nossa própria consciência, isso é particular e cabe a cada um de nós. Basta somente dizer que avareza existe não só naquele que acumula bens, mas declaro que está em todo que acumule qualquer coisa que lhe sobre e falte a outrem, acumular conhecimento sem o dividir, acumular amor sem o compartilhar, acumular orgulho e inveja e não enxergar essa cizânia que dia a dia nos destrói e nos afasta de nós mesmos, que se dirá dos outros. É isso o amanhã do avaro é sombrio, ele tem a luz do sol como todos, mas sua alma vive mergulhada na escuridão.

J. Sollo

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