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Depois de um tempo sem postar volto agora trazendo pra vocês um novo conto, que será dividido em posts semanais, peço que acompanhem e comentem.
Corria o ano de 1993. Em uma pequena cidade viviam cinco amigas, diz-se que a “amizade torna iguais as pessoas mais desiguais pelo fato da amizade”. Era isso mesmo que acontecia entre elas; não se pareciam em quase nada; haviam se conhecido esse ano no qual cursariam o primeiro ano de Magistério, que deveria ser ministrado na escola “João Dominique” se digo deveria é por que a referida escola que já deveria estar pronta, era uma daquelas obras que nunca são entregues no prazo. Mas os alunos estavam matriculados, então seria necessário providenciar outro local para as aulas até que fosse aprontada a nova escola. A cidade de São Luís é cidade de muitas ladeiras e ruas calçadas de pedras, o que dificulta caminhar rapidamente. As ruas do centro antigo são também muito parecidas o que às vezes gera algum problema de orientação. Mas é uma cidade muito bonita, com seu casario colonial, que lhe dá um aspecto do século XIX. Mesmo quem nasce em São Luís nunca se cansa de andar por suas ruas antigas e estreitas. Às vezes chega-se mesmo a sentir como transportado no tempo. Pois bem voltando às amigas: a primeira era Mary “A bailarina” bem verdade que não era balé sua especialidade e sim ginástica rítmica, mas como não parava de dançar as amigas apelidaram-na assim. Mary era baixinha de longos cabelos negros e a despeito de gostar muito de dançar era muito séria e somente se soltava com as amigas e quando dançava.
A próxima é Amparo, morava em um bairro da periferia, era a mais triste das amigas, sempre chegava com novidades, que as amigas ouviam com prazer, mas nunca souberam se o que contava era verdade ou não. Destas havia uma história que impressionou profundamente as amigas. Contava ela que um dia seu pai seu Alberto saíra para comprar cigarros e nunca mais voltara. Provavelmente a mãe contara isso para não ter que explicar a uma criança o porquê dos pais se separarem. Isso reflectia no comportamento e nas atitudes de Amparo. Ela era fisicamente o que se podia chamar de feia: baixinha, de grandes olhos negros e tristes. Não parecia importar-se muito com a aparência, mas isso não a desmerecia diante das amigas que gostavam muito dela.
          A terceira das amigas era Brenda. Diferente das outras duas já citadas era baixinha também, de cabelos louros e era branquinha. Divertida, sempre sorrindo e fazendo rir as amigas. Alias as amigas diziam que Brenda era a única pessoa que conseguia sorrir usando todas as vogais. Era hilário quando ela começava: Ah! Ah! Ah! Eh! Eh! Eh! Ih! Ih! Ih!… Assim por diante, lógico que ninguém segurava o riso perto dela e faziam-lhe coro. Às vezes nem as próprias sabiam do que tanto sorriam.  Brenda também era a artesã da turma, além de gostar de criar coisas novas. Era de família muito pobre e trabalhava para ajudar nos estudos. Ela bordava lindas toalhas que as amigas adoravam e ajudavam-na a vender entre os amigos e parentes. Todo mundo gosta de uma boa farofa, e gosta mais ainda de quem sabe fazê-la deliciosa; pois essa era Maria,  farofa era sua especialidade e que deixava as amigas sempre com a boca cheia d’água. Acontece que o curso de Magistério às vezes tinha estágio à tarde o que obrigava as amigas a levarem o próprio almoço. Maria sempre levava farofa de carne, de cheiro delicioso e gosto igual. O que ocorria era que as amigas terminavam por abandonar o próprio almoço e atacavam o da amiga,
Maria era diferente das outras era alta, bonita, de corpo bem feito, era muito expansiva e gesticulava bastante quando con-versava. A última das cinco é Santos, seu nome era Ana Júlia, mas as amigas chamavam-na pelo sobrenome. Era a elétrica da turma. Agitada, inquieta, alta de estatura, morena de seios fartos e bem feita de corpo. Possuía um andar meio estranho ”andar de patinha” segundo as amigas. No ônibus era a mais bagunceira: falava alto e espalhafatosamente. Brenda sempre a repreendia, mas apesar de tudo isso todas gostavam muito umas das outras e não se separavam um minuto.
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