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A escola escolhida para receber os alunos da João Dominique, foi a “Escola do Comércio”, que funcionava em um prédio velho e mal conservado, motivo pelo qual os alunos batizaram-na de “balança, mas não cai”. Esse prédio ficava situado na Rua Afonso Pena, uma das mais antigas do centro da cidade. A escola ficava no segundo andar desse prédio, no térreo ficavam algumas lojinhas, que vendiam de quase tudo: amendoim, especiarias, artesanato, etc. O segundo andar era típico dos casarões antigos: piso de tábuas corridas, que rangiam sob a passagem dos alunos a impressão sentida seria que desmoronaria a qualquer momento. Apesar de assustador também era divertido estudar ali. Um lugar de muitas histórias. Ás vezes as garotas reuniam-se a fim de estudar para as provas ou fazer algum trabalho de escola. Era uma zorra só.

Certa vez foram para casa de Amparo, essa como morasse mais distante, era a menos visitada pelas amigas. Amparo por culpa do ônibus que sempre atrasava, quando não quebrava. Quase sempre caminhava muito, pois preferia “pegar de outra linha”; isso, contudo deixava-a bem distante de casa, mas já se acostumara com a distância, por isso a percorria em pouco tempo.

Assim lá estavam as quatro amigas a caminho, e como estavam em uma dessas linhas alternativas desceram no ponto escolhido e puseram-se a caminho. Amparo as esperava em casa. Essa seria a primeira vez que iriam à casa da amiga, menos para Brenda que por conhecer o caminho serviu de guia. Acontece que Brenda errou o caminho, depois de andarem muito soltou a “bomba”:

– Meninas, acho que estamos perdidas.

– O quê? – gritou Santos – não acredito: Brenda você nos perdeu?

-E agora? – disse Mary – ainda mais essa! Ao que parece vai chover em breve.

Brenda se defende:

– Meninas não é minha culpa, essas ruas são todas iguais, eu só…

-Mas o que faremos? – interrompeu-a Santos – não podemos ficar aqui no meio do nada.

– Já sei – disse Maria – que tal se indagássemos se alguém conhece Amparo?

Você ta é louca! – Brenda começa a sorrir – você acha que todo mundo aqui se conhece? Vamos continuar andando, que a gente acha o caminho, vamos pra lá.

Nesse momento começou a chover, elas estavam em um local sem casas onde abrigarem-se; não existia mato, nem árvores, totalmente descampado. A alternativa seria correr e foi o que fizeram, saíram a esmo protegendo da melhor maneira possível o material da pesquisa. Coitadas pegaram toda a chuva, que apesar de não estar forte vinha acompanhada de um vento frio que tanto mais corriam mais as deixava ensopadas. Finalmente encontraram um lugar para abrigar-se, nesse momento a chuva parou como por encanto, aborrecidas decidiram continuar procurando a casa da amiga.

Amparo ao perceber que já deveriam ter chegado, assim que a chuva estiou saiu no encalço delas, pois suspeitou que estivessem perdidas; e de fato encontrou-as ofegantes e completamente molhadas. Depois de explicarem o ocorrido e apesar do vexame de sua situação desataram a rir umas das outras. Esse episódio ficaria só na lembrança, ainda mais depois que Maria disse que faria uma gostosa farofa para todas.

Certa vez foi organizado um piquenique beneficente por meio da escola, seria na cidade de Barreirinhas. Por ser esta cidade parte do chamado “Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses” é uma das preferidas para esses eventos. Alugaram-se ônibus para levar os participantes, e lá se foram as amigas inseparáveis. Barreirinhas é fascinante com suas dunas gigantescas que escondem lindas lagoas formadas por águas pluviais, as dunas parecem montanhas de sal brilhando ao sol, formam uma paisagem belíssima que atrai turistas de várias partes do Brasil e do mundo. As casas apesar de rústicas abrigam uma população muito simpática e hospitaleira.

Depois de uma viagem deliciosa, mas cansativa, as amigas adoraram tomar um banho refrescante nas águas do Rio Preguiças. Brenda que era a mais clarinha ficou tostada como um camarão, mas adorou o passeio; um pouco menos que Amparo e Santos que conheceram alguns rapazes nativos, o que deu em romance, sem demora gozado pelas amigas:

– Até que enfim desencalharam hein meninas? – disse Maria – será que vão levá-los nas bagagens?

– Nada disso – corrigiu Mary – eu acho que elas vão é ficar aqui no paraíso.

–      Convidem-nos para o casório – completou Brenda – eu quero ser a madrinha.

– Do jeito que está vermelha – cortou Amparo – você tá mais para ser servida como aperitivo. A gargalhada foi geral; enfim o dia terminou, e depois de muitas fotos todos voltaram para casa exaustos. As “encalhadas” decidiram deixar os namorados lá mesmo, tampouco quiseram ficar na cidade, embora ainda padecessem a gozação das amigas por muito tempo ainda.

As cinco gostavam muito de passear pelo centro da cidade. A Rua Grande é o principal centro comercial da parte antiga de São Luís, cedo quando as lojas ainda não estavam funcionando elas poderiam caminhar tranquilamente pelo meio da rua, tagarelando como de costume… (CONTINUA)

Segue o link da parte anterior: https://jorgeluis30.wordpress.com/2012/03/28/o-susto-primeira-parte/

Este é o link para a parte final, comentem no blog após terminarem de ler, boa diversão.

https://jorgeluis30.wordpress.com/2012/05/27/o-susto-ultima-parte/?postpost=v2

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